Em 2016, até agora, foram lançadas 38.586 mil unidades, o que corresponde a um aumento de 18,5% em comparação ao mesmo período do ano passado.

 

O número de lançamentos imobiliários cresceu 92,5% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo pesquisa realizada pela Abrainc (Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias) em conjunto com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que levou em consideração informações de 19 grandes incorporadoras brasileiras, só em julho de 2016 foram lançados vários empreendimentos que representam 2,3 mil unidades. Em julho de 2015, apenas 1,2 mil unidades foram lançadas.

Essa tendência se concretizou ao longo do ano: nos primeiros sete meses de 2016, o total de lançamentos foi de 33,9 mil unidades, um crescimento de 13,8% em comparação ao mesmo período de tempo do ano anterior. Em agosto deste ano, 4.611 unidades foram lançadas, um crescimento de 70% em relação ao mesmo mês de 2015.

Essa expansão ocorre mesmo diante de um cenário de declínio nas vendas e de uma grande quantidade de distratos, em que compradores cancelam o vínculo criado por contratos imobiliários recém-assinados, desistindo da compra. Os distratos ainda preocupam, mas segundo a pesquisa da Abrainc/Fipe, houve uma redução de 3,9% em relação ao mesmo período de 2015, com 30.321 mil vendas canceladas.

Mercado consegue reduzir estoques

Se as vendas caíram em torno de 13% nos últimos doze meses, as negociações concretizadas ainda chegaram a 103.675 mil imóveis, o que é um bom índice, acompanhado pela redução do estoque de unidades disponíveis para venda. Especialmente no mês de agosto de 2016, houve um aumento das vendas, com 9,271 mil imóveis negociadas, apresentando um pequeno crescimento de 1,4% em relação aos números de agosto do ano passado.

Esses índices apontam para sinais de retomada do setor imobiliário. O valor do metro quadrado aumentou em 20 cidades brasileiras, como demonstra o índice FipeZap, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com dados do site de classificados imobiliários Zap Imóveis. Entre agosto e setembro de 2016, o preço médio dos apartamentos cresceu 0,12%, ainda abaixo da inflação.

Expectativa e otimismo

Esse horizonte positivo anima investidores e interessados na compra de imóveis, e também favorece o mercado, que pode aumentar suas vendas estrategicamente dentro daquilo que especialistas chamam de “janela imobiliária”, mesmo que os valores do metro quadrado ainda estejam abaixo dos preços esperados. A oportunidade para aumentar as vendas acompanha o crescimento da intenção de compra, ainda que o cenário seja visto com cautela.

Nos próximos meses, a proposta é que as incorporadoras tentem vender seus estoques, mas isso não exclui novos lançamentos, como é o caso da Mitre Realty. A empresa, atuante na capital paulista, tem previsto o lançamento de vários empreendimentos, voltados para um segmento médio e popular em bairros tradicionais da cidade, nas proximidades do centro. Com excelentes oportunidades de negócios, beneficiando especialmente quem deseja comprar e investir em imóveis.

Ciclos do mercado imobiliário

Os preços dos imóveis nunca permanecem estabilizados ao longo do tempo. As variações de valores correspondem a movimentos cíclicos, que acompanham a economia e o mercado em geral, alternando períodos de alta e baixa. Cada ciclo dura, em média, 4 anos, alternando nas etapas de Recuperação, Expansão, Excesso (de Oferta) e Recessão, que se alternam continuamente.

  • Recessão: etapa na qual o Brasil se encontra, caracterizada pela redução do emprego, da renda, e por maiores restrições a créditos e financiamentos. Há um excedente de imóveis vagos, diante de uma pequena demanda, o que diminui os valores, e o mercado se torna instável diante do pessimismo de investidores.
  • Recuperação: após toda crise, vem a recuperação, com alta do mercado e retomada da economia, que estimula o setor de vendas e construção. Mais vendas são concretizadas, apesar da desconfiança do mercado diante de um cenário de incertezas.
  • Expansão: o valor dos imóveis aumenta, e há também um crescimento da renda e da oferta de vagas de trabalho. Há maior oferta também de crédito, aumentando a confiança no setor.
  • Excesso: há um grande número de imóveis disponíveis, a oferta aumenta e os preços se estabilizam. O ritmo do mercado de construção diminui, mas há otimismo e um grande volume de negócios sendo realizados. É nesse momento que novo ciclo de recessão se inicia.

O mercado imobiliário nacional enfrenta um ciclo de baixa desde o mês de junho de 2014, em queda real até março deste ano, quando a redução dos preços se estabilizou. Essa recessão, ainda que severa, não foi comparável ao ciclo do final dos anos 1980, quando o preço dos imóveis sofreu uma desvalorização de 80%, enquanto a crise atual gerou uma queda bem menor. Ou seja, o cenário é positivo, e a tendência é que o ciclo da recessão chegue ao final por volta de dezembro de 2017. Até lá, é importante que o mercado se reestruture, buscando novas estratégias de investimento e buscando as melhores oportunidades de negócios.