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Crédito para compra de imóvel cai 7,4% em 2017

ANAÏS FERNANDES
DE SÃO PAULO

Depois de desabar 38,3% em 2016, o crédito para aquisição e construção de imóveis diminuiu o ritmo de queda e recuou 7,4% no ano passado, informou a Abecip (Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), nesta terça-feira (30).

Em 2017, as concessões de empréstimos pelo chamado SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), financiados com recursos da poupança, somaram R$ 43,1 bilhões, contra R$ 46,6 bilhões em 2016.

Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram financiados 175,6 mil imóveis, 12,1% abaixo de 2016.

No início de 2017, a Abecip chegou a estimar que o SBPE subiria 5%, mas as previsões foram mudando conforme a economia dava sinais mais lentos do que o esperado de uma retomada. No final do primeiro semestre, a expectativa já era de retração de 3,5%.

"Os números já refletem um impacto da dificuldades nos empréstimos da Caixa, que afetam o mercado como um todo", diz Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip.

Apesar dos graves problemas de recursos que enfrenta, a Caixa Econômica Federal não perdeu a liderança no mercado de financiamento habitacional: as operações de crédito do banco para aquisição e construção somaram R$ 16,4 bilhões em 2017.

NOVOS X USADOS

O financiamento de imóveis usados reagiu e subiu 13,2%, enquanto o crédito para unidades novas caiu 17%.

"A queda dos novos traduz o ritmo dos lançamentos. Já o segmento dos usados vemos como um indicador antecedente do mercado, ou seja, mostra que as pessoas estão dispostas a adquirir um imóvel", afirma Abreu Filho.

Já para o financiamento à pessoa jurídica foram liberados R$ 9,2 bilhões em 2017, queda de 13,8% ante 2016, com o setor da construção demonstrando dificuldade de reagir. De janeiro a setembro, sua produção acumulava queda de 6,1%, de acordo com o IBGE, e dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que, no ano passado, a construção fechou 103,9 mil vagas formais.

A Abecip divulgou ainda números da inadimplência, que vem caindo desde 2015. No ano passado, considerando hipoteca e alienação fiduciária, a inadimplência do setor ficou em 1,7%.

FGTS

Os empréstimos com recursos do FGTS, voltados basicamente para habitação popular, seguraram o mercado nos últimos anos, mas, em 2017, o crédito para essa modalidade caiu 15,5%.

Para Abreu Filho, os R$ 58 bilhões em operações registrados no ano passado, ante R$ 68 bilhões em 2016, mostram "um patamar mais próximo do sustentável para esse segmento."

2018

Para este ano, a Abecip estima que as concessões pelo SBPE devem chegar a R$ 48 bilhões, alta de 10% ante 2017, em um cenário de inflação controlada e juros baixos, explicou Abreu Filho.

O SBPE, que financia unidades com perfil mais de classe média, ganha fôlego com os cortes na Selic, a taxa básica de juros do país —o Copom (Comitê de Política Monetária) se reune nesta quarta (31) e a expectativa do Boletim Focus é que haja novo corte de 0,25 ponto percentual, para 6,75% ao ano.

Juros altos tornavam menos atrativo o investimento em poupança, que teve mais resgates do que depósitos em 2015 e 2016. Em 2017, a poupança patinou ao longo do ano, mas conseguiu fechar no azul com captação líquida de R$ 17,13 bilhões, maior saldo positivo desde 2014.

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