O banco volta a oferecer crédito mais barato para facilitar a compra do seu imóvel novo. Veja aqui as condições de crédito, taxa de juros, prazos e valores financiados.

A Caixa Econômica Federal voltou a oferecer linhas de financiamento imobiliário mais baratas depois de terem sido suspensas por causa da crise econômica. Esse tipo de crédito se refere à linha pró-cotista, que é mais barata e indicada para a aquisição de imóveis entre R$ 225 mil e R$ 500 mil. O montante é disponibilizado apenas para clientes do banco e utiliza valores oriundos do FGTS, o que torna os juros mais acessíveis, variando entre 7,85% e 8,85% por ano, de acordo com o perfil do tomador do empréstimo, incluindo também outros encargos.

A linha de crédito beneficia trabalhadores do setor privado que não possuem capital suficiente para quitar entradas que equivalem a 30% do valor total da casa ou apartamento, enquanto a Caixa financiará os outros 70% do valor do imóvel, de acordo com as regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). A linha pró-cotista FGTS oferece um financiamento que poderá durar, no máximo, 360 meses ou 30 anos, sem restrições de renda familiar, desde que o comprador tenha contribuído para o fundo de garantia por mais de 3 anos (não necessariamente consecutivos nem na mesma empresa).

Requisitos e exigências para conseguir financiamento da Caixa

Para conseguir o financiamento da linha pró-cotista FGTS da Caixa, o interessado precisa ter sua conta bancária ligada ao fundo em atividade, contribuindo mensalmente para o FGTS. Se a conta estiver inativa – no caso de pessoa desempregada, ou não contribuinte do fundo – o saldo precisa ser correspondente a 10% do preço do imóvel desejado, mesmo que a utilização desse valor poupado no FGTS seja opcional no pagamento das parcelas.

Para obter essa linha de crédito, o cliente também não pode ter outro financiamento, nem ser proprietário de outros imóveis nas proximidades (mesmo município, área metropolitana ou em cidades limítrofes). A ideia é beneficiar pessoas que estejam realizando o sonho da casa própria, adquirindo seu primeiro imóvel, com juros menores e maior facilidade, fazendo com que investidores se dediquem a outras formas de financiamento, com taxas um pouco maiores. Para realizar simulações, o interessado na linha pró-cotista deve ir diretamente a alguma agência da Caixa, que irá verificar o perfil do cliente e o crédito disponível.

Outras regras, que se referem a financiamentos em geral, incluindo essa linha específica, incluem questões ligadas à faixa etária:

  • O cliente interessado no financiamento deverá ter mais de 18 anos (ou emancipado acima dos 16 anos);
  • Deverá possuir nacionalidade brasileira (estrangeiros com visto brasileiro permanente também podem);
  • Não pode ter o nome sujo no SPC-SERASA. O imóvel financiado permanecerá como garantia do crédito, para o caso de não pagamento das parcelas, e não poderá ser vendido até a quitação. O comprador poderá amortizar a dívida, adiantando o pagamento das parcelas, reduzindo o saldo devedor.

A Caixa também oferece outra opção de crédito, com taxas mais altas (11% ao ano) para clientes sem relacionamento prévio com o banco que, apesar de mais caras, continuam atraentes. Funcionários públicos podem ainda receber o financiamento de 80% do valor em outras linhas de crédito. E, para imóveis mais baratos, com valores de, no máximo, 225 mil reais, há ainda a opção do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, que ainda está em funcionamento.

Linha de crédito beneficia segmento médio e popular

O relançamento do financiamento pró-cotista FGTS da Caixa para imóveis até 500 mil reais demonstra dois fatores: o começo do reaquecimento do mercado imobiliário que, por conta da crise, se encontrava estagnado e em recessão; e o crescimento da procura por imóveis de segmentos com perfil médio ou popular. Em São Paulo, pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), apontou que entre os meses de janeiro e julho de 2016, 67% dos 8 mil imóveis vendidos na capital paulista correspondiam a essa faixa de valor, localizados em bairros de regiões mais populares.

Essa demanda corresponde a condições financeiras de famílias de renda média, beneficiadas por esse tipo de crédito bancário. A movimentação tem acompanhado uma série de lançamentos imobiliários voltados para o segmento popular, como alguns dos empreendimentos mais importantes da Mitre Realty, construtora paulista que aposta na vitalidade desse nicho, cujo déficit habitacional é mais elevado. Para atender a esse grupo, estão previstos lançamentos de unidades com preço até R$500 mil.